Chegar atrasado na escola traz prejuízos para o aprendizado desde a infância

“Não quero estressar meu filho com horários agora. Ele terá a vida toda de adulto para cumprir seus compromissos com hora marcada.”

Um problema enfrentado pelas escolas é o grande número de alunos, de diferentes faixas etárias, que constantemente chegam atrasados para as aulas. Professor e alunos que chegaram no horário sofrem um impacto negativo dessa prática. Contudo, o prejuízo para alunos que chegam atrasados é ainda maior.

Não, seu filho não perde só aqueles 10 minutinhos. Ele perde a interação livre e os momentos do papo gostoso que rola antes ou logo no início da aula. Ele perde o aquecimento que um bom professor faz antes de introduzir a primeira atividade ou conteúdo. Sentindo-se perdido, já começa aula desistindo de prestar atenção ou de participar de uma atividade que não entende como começou. Então a escola parece chata. Pesa. Frustra demais. Infelizmente não é só isso. Seu filho também ganha quando se atrasa. Ganha memórias de que se atrasar é normal. E assim vai crescer achando que o mundo tem que esperar por ele, ou que é incapaz de cumprir horários e regras.

E por que muitos pais não acham que se atrasar para a aula é um problema? Muitos perpetuam o atraso para não pressionar os filhos, “afinal, terão tanto tempo para cumprir horário quando adultos”. Tentam deixar que durmam um pouquinho a mais, “afinal, foram dormir tarde”. Ou com pena de criar a rotina adequada no período que antecede a saída para a escola, perdem-se na correria todos os dias. O grande vilão: culpa. A velha sensação de culpa que paralisa quando mais precisamos educar para a vida. A culpa que gera uma consequência totalmente inversa à intenção inicial. Que tal a partir de amanhã acordar seu filho sem olhar para seus próprios dilemas de pai/mãe? Que tal trocar a culpa pela disciplina que seu filho precisa para se relacionar de forma saudável com os desafios da aprendizagem?

              

 

Impactos positivos e negativos do estresse na hora dos estudos

Com o início da correria rumo ao final dos segundo semestre, o nível de estresse de pais, professores e alunos começa a aumentar. A tensão para cumprir prazos, somada à energia necessária para correr atrás do conteúdo (ou do tempo) perdido durante o ano para conseguir uma aprovação, seja na escola ou em algum vestibular, acaba contribuindo para o aumento do estresse. Mas afinal, esse estresse é prejudicial para o resultado final?

A convite do evento GATE , fomos em uma palestra de Tal Ben-Shahar, responsável por um dos cursos mais populares de Harvard. Durante a palestra, muitos dos conceitos que sempre mencionamos aqui foram abordados. Gravamos um vídeo sobre a questão do impacto do estresse na hora dos estudos. Para assistir é só apertar no Play abaixo.

 

G.A.T.E.   (Global Access Through Education) é um evento que tem como iniciativa reunir palestrantes, professores e expositores das principais instituições de ensino do mundo para compartilhar conteúdo genuíno e relevante sobre educação internacional, trazendo novas perspectivas sobre o desenvolvimento pessoal e profissional aos brasileiros.

              

Sentimento de culpa dos pais afeta a relação dos filhos com os estudos!

Uma das grandes diferenças entre a infância e adolescência de nossos filhos e a que tivemos está no tempo que passam conosco, os pais. Com a rotina cada vez mais acelerada da vida moderna e o tempo que ficamos conectados, acabamos convivendo menos com os filhos. Na tentativa de mascarar o quanto isso nos afeta, acabamos por tentar recompensar os filhos por nossa ausência evitando assumir nosso papel de responsáveis. E assim seguimos sendo permissivos demais, quando deveríamos colocar limites. Severos demais, quando deveríamos ser flexíveis.

Apressados demais, quando invertemos as prioridades. Surdos demais, quando precisaríamos ouvir. E mudos ao extremo, quando tudo o que nossos filhos precisam é de um “não” firme, seguro, porém sem agressividade. Evitamos esses momentos da verdade na relação com os filhos tentando ignorar a culpa que nos acompanha desde quando nos tornamos pais. E ao invés de lidar com ela trabalhando seus sentimentos mais profundos, os pais se perdem em tentativas de fazer o filho feliz a qualquer custo . E dá-lhe comprar tudo o que estiver à venda com a promessa de fazer uma criança ou adolescente sorrir.

Na mesma proporção, dá-lhe cobrar a Professora, a escola, a TO, a Psicóloga, o Neuro, o vizinho, o padre, o pastor, o Médico . Muitos pais se revoltam porque esses profissionais não estão conseguindo dar aquilo que o filho precisa para conseguir aprender, ter relacionamento positivo com os colegas, aceitar as frustrações do dia a dia. E dá-lhe culpar a babá, a Pepa, o YouTuber, o amiguinho pela falta de habilidade de relacionamento com outras crianças, pela falta de respeito aos mais velhos, pela intolerância com as diferenças. Corre lá fazer uma meditação e relaxar, que lá vem susto e dica para aliviar esse peso que você carrega aí nas costas, sem necessidade!

              

A capacidade de prestar atenção nas aulas é desenvolvida em família

A capacidade de prestar atenção nas aulas é desenvolvida em casa, na rotina da família.

De maneira didática, nosso cérebro é capaz de processar dois tipos de atenção: de curta duração e prolongada. No momento da tarefa, da aula na escola, da leitura de um livro ou dos estudos para as provas, seu filho precisa da atenção prolongada. Quando nós, adultos de hoje, éramos crianças, desenvolvíamos essa habilidade na própria rotina em família. Porém, hoje em dia tudo é muito rápido, personalizável e instantâneo. E assim perdemos os preciosos momentos em que nossos filhos poderiam desenvolver essa habilidade. Para ajudar seu filho a desenvolver a atenção prolongada, você pode fazer passeios em que haja contato com a natureza, sem levar brinquedos; assistir com ele a episódios completos de seus desenhos prediletos e depois comentar sobre o que viram; ajudar a preparar alguma refeição para toda a família e arrumar brinquedos, livros, armários e gavetas junto com as crianças e adolescentes.

No vídeo abaixo, damos 5 dicas para os alunos conseguirem prestar atenção na aula:

                 

Mudança de escola: metodologias e os relacionamentos sociais dos alunos